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domingo, junho 19, 2011

Rachel dos Santos Dias >O ACERTO DO DEFINITIVO SILÊNCIO


o silêncio fala mais que tudo à minha alma...
Nele encontro eco dos bens que semeei...
Encontro o ribombar das atribulações
Mas ele me faz voltar ao sussurro da calma...
Pude escolher na minha vida o que semear
Mas sei que colherei apenas o que plantei...
Se foi o bem e as virtudes o que semeei,
A colheita de bem e virtudes vai se fartar...
O mal que causei, as dores que provoquei,
Foram se acumulando neste meu único celeiro,
E peço, nele há de haver justiça e perdão.
Arrependida, então, curvo-me à Vida e espero
Esse perdão que moverá meu sofrimento,
Dará paz à minha alma e acalmará meu coração.

Rachel dos Santos Dias >NÃO ME ARREPENDO

NÃO ME ARREPENDO



Não me arrependo de ter sido tua
se o fui com sentimento e com ternura.
Conservo na intacta brancura
Minha alma de mulher, aberta e nua.

Não me arrependo se te dei um dia
os versos mais felizes e risonhos,
e os versos mais doídos e tristonhos
do canto da minha mão, terna e macia.


Não me arrependo, sequer, se dei tudo
sem pensar no futuro, se, contudo,
só lembrares de mim com nostalgia.


De tudo o que te dei em minha vida
Hás de guardar, bem sei, uma ferida
de teres me deixado tão vazia!


-o-

sexta-feira, junho 03, 2011

FRAGMENTOS

Quando amas, vais te dando aos poucos
Para esse amor doce e sereno,
Esse amor que nada tem de louco
Que te alimenta, que é calmo e ameno...
Quando amas, vai saindo de ti os teus pedaços
Em forma de paciência, compreensão e carinho...
Fragmenta-se teu corpo através dos abraços,
Dos beijos que partilhas no calor do ninho...
Quando tu amas, tua alma também se fragmenta...
E, de repente, se esse amor se vai de forma lenta,
A procurar os pedaços para de novo se formar,
Buscas o esquecimento, procuras ter mais calma...
Então, somente aos poucos, os pedaços da tua alma
Que se foram um dia, começam a voltar...
RACHEL DOS SANTOS DIAS

domingo, abril 03, 2011

CANÇÃO DO QUE SERÁ E ... DO QUE SERIA

Um dia recebi este poema:
CANÇÃO DO QUE SERÁ


No dia em que o sol
Banhar de luz tua janela
E, ao sopro da brisa,
Sentires o olor das magnólias,
Olha o jardim:
Rosas rubras de vida,
Lírios brancos de paz.
Não mintas a ti mesma na irisante manhã.
Entrega-te desnuda,
Despoluída e pura,
Numa oblação de afeto e de ternura,
Ao que há de vir
Para recolher teu corpo e teu espírito,
Num nicho morno
De anseios e de ardores.
Ouvirás a canção do que será.
Março de 2003

E respondi a ele:

CANÇÃO DO QUE SERIA

Resposta à “Canção do que será”
Entrevejo nesse hino de ternura
O que talvez sonhasse há muito tempo
Quando floria o verdor da minha vida,
Mas somente tinha meu lamento!
Sonhei viver lirismos e doçuras
Sonhei ser amada eternamente.
Que viessem preencher o meu vazio!
Foi meu sonho para todo sempre!...
Sonhei muito e muito sonhei
Acreditando que tudo se faria!
Mas cantaram canções que nunca ecoaram!
A doçura que me deram durou pouco,
O lirismo se foi num vendaval tão louco

As promessas enfim, por falsas, se acabaram.

Post Scriptum
Tenho medo de escutar canções
Que talvez venham perturbar o meu remanso.
Não quero mais ficar no meio do caminho
Por ouvir
Canções de sons distantes!
Por onde caminhaste pobre menina,
Que acreditaste tanto em sonhos e promessas?


Rachel dos Santos Dias