Esgarça
a gaze branca que me cobre.
Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.
Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -
Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.
Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.
Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:
Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...
Mostrando postagens com marcador flá perez laoa gazela poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador flá perez laoa gazela poema. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, agosto 15, 2012
Iniciática
Marcadores:
flá perez,
flá perez laoa gazela poema
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Convite! Sarau em minha homenagem!
Valorize o poeta vivo!!!
Marcadores:
flá perez laoa gazela poema,
Vídeos
segunda-feira, outubro 17, 2011
Exilada de Nêmesis
Ela tem uns olhos desbocados,
onde nadam peixes de outras eras.
Traz neles medos cambrianos
e a ambição desenfreada das moneras.
Esse abismo recoberto de folhagens,
quando abre em armadilha
para o tempo, os bandolins, as aves,
num silêncio precedente de desastres.
Essa força incontrolável,
quando encontra um alvo
a gente logo sente o vórtice,
anticiclone fundo e sem barulho.
É como um deus imenso
tomando fôlego antes do mergulho.
onde nadam peixes de outras eras.
Traz neles medos cambrianos
e a ambição desenfreada das moneras.
Esse abismo recoberto de folhagens,
quando abre em armadilha
para o tempo, os bandolins, as aves,
num silêncio precedente de desastres.
Essa força incontrolável,
quando encontra um alvo
a gente logo sente o vórtice,
anticiclone fundo e sem barulho.
É como um deus imenso
tomando fôlego antes do mergulho.
terça-feira, setembro 20, 2011
Altar de Sacrifício
Profana meu corpo
- o Templo dele -num Sabá de fúria e desespero.
Crava em mim tua adaga
molhada de cinismo fétido
e diz que me ama.
Joga um feitiço,
acende uma vela vermelha e profana,
desenha um pentagrama,
me faz gozar de quatro acende uma vela vermelha e profana,
desenha um pentagrama,
nesse altar
Faz-me sacrílega
desse deus omisso e inclemente
antes que eu comece
a me sacrificar.
(poema do meu livro LEOA OU GAZELA, TODO DIA É DIA DELA)
Marcadores:
flá perez laoa gazela poema,
Poesia
Assinar:
Postagens (Atom)
